8 de maio de 2011

A importância do brincar

O princípio VII da Declaração Universal dos Direitos da Criança, aprovada por unanimidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1959, já estabelece: toda criança tem direito ao lazer infantil. Brincar é essencial para o desenvolvimento do seu filho - e o valor da brincadeira não pode ser subestimado.
Brincar tem um viés que vai muito além da simples fantasia. Enquanto um adulto vê apenas uma criança empilhando bloquinhos, para o pequeno aquilo significa experimentar as possibilidades de construir e conhecer novas cores, formatos e texturas. "Para a criança, brincar é um processo permanente de descoberta. É um investimento", explica Tião Rocha, antropólogo, educador popular e folclorista, fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, em Minas Gerais.
"A criança que brinca vai ser mais esperta, mais interessada e terá mais facilidade de aprender - tudo isso de forma natural", diz Ruth Elisabeth de Martin, pedagoga e educadora do Labrimp (Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da Universidade de São Paulo).

FONTE: LABRIMP

7 de maio de 2011

Ensinar ética

So­mos felizes assim, respeitando e tendo algumas regras básicas na vida. Especialmente se aprendemos a amar o outro e não apenas a nós próprios. E, nós, os pais, queremos muito ver nossos filhos cres­cendo no rumo da felicidade, não queremos? Então te­mos de ajudá-los nisso. Porque ninguém, ao vir ao mun­do, sabe o que é certo e o que é errado. O ser humano, ao nascer, não tem ainda uma ética definida.

E somos nós, especialmente nós, os pais, que temos esta tarefa fundamental e espetacular — passar para as novas ge­rações esses conceitos tão importantes e que conferem ao homem sua humanidade.

Tânia Zagury. Limites sem trauma. Record.

Veja o vídeo CHILDREN SEE, CHILDREN DO:

http://youtu.be/6JfHB2cruJU


RECADOS DE DEUS






5 de maio de 2011

Você é mãe



























GRUPO CRIA. CLIQUE PARA VER MELHOR.








Limites

“Para possibilitar o surgimento desse ser humano mara­vilhoso é necessário que os pais tenham certeza de uma coisa:dar limites é importante. Não pode haver dúvidas quanto a isso. Antes de começar é preciso pensar — e decidir. É fundamental acreditar que dar limites aos filhos é ini­ciar o processo de compreensão e apreensão do outro (atualmente muita gente acredita que o limite provoca necessariamente um trauma psicológico e, em conse­quência, acaba abrindo mão desse elemento fundamen­tal na educação).

Ninguém pode respeitar seus seme­lhantes se não aprender quais são os seus limites — e isso inclui compreender que nem sempre se pode fa­zer tudo que se deseja na vida. É necessário que a criança interiorize a ideia de que poderá fazer muitas, milhares, a maioria das coisas que deseja — mas nem tudo e nem sempre.

Essa diferença pode parecer sutil, mas é fun­damental. Entre satisfazer o próprio desejo e pensar no direito do outro, muitos tendem a preferir satisfazer o próprio desejo, ainda que, por vezes, prejudique alguém."

Limites sem trauma – construindo cidadãos. Tânia Zagury, Record, 28ª edição, 2001.

3 de maio de 2011

Crianças tristes

Conversei com crianças tristes, que me levaram a refletir sobre o clima familiar que os pais propiciam aos filhos.
Um menino da 4ª série desabafou que não aguentava mais as brigas dos pais, a gritaria diária. Era um menino ansioso, angustiado e tenso.Uma menina da 1ª série entrou tímida e retraída e começou a chorar na sala de aula. Contei para a professora da turma, que conversou com ela e soube que sua mãe havia dito que não gostava mais dela porque não a defendera na briga com o pai, não ficara do lado certo. A essa altura, a menina já estava agarrada à professora, abraçando sua cintura. Fiquei perplexa. Ela, uma pequena e frágil criança de 7 anos, ouvindo a mãe culpá-la por algo que nem entendia. Queria que a filha ficasse contra o próprio pai. Infelizmente, isso é mais comum do que podemos imaginar.
Como fica a cabeça dessas crianças, expostas a tanto conflito, desequilíbrio e tortura emocional? As emoções ficam fragilizadas, a segurança nos pais e na vida, abalada. “Em quem posso confiar?”
Há crianças que vencem o medo e tentam se abrir com os pais, compartilhando suas emoções e tristezas sobre a forma de tratá-los e de se tratarem.
Após quebrar essa grande barreira e ter coragem, deparam-se com outra ainda maior: a surpresa da total indiferença dos pais quanto aos seus sentimentos.
Há pais que não ouvem os filhos e não consideram o que sentem e compartilham, acham que tudo é “bobagem de criança”, dizem que não têm tempo para "besteiras”. A barreira do relacionamento fica mais forte e intransponível.
Muitos não entendem que crianças são observadoras e sensíveis, captam o que acontece no lar, mesmo que às vezes não consigam verbalizar. No íntimo, tudo o que mais desejam é que seus pais sejam felizes, vivam em paz e se amem. Anseiam pela harmonia em seu lar, o que, infelizmente, não ocorre.
A criança fica frustrada e desesperançada. Muitas precisam de um escape para sair desse ambiente negativo. A fuga pode ser a televisão ou os games, a comida, a rebeldia e revolta em relação aos pais ou o apego demasiado em outros amigos ou pessoas que a compreendam. Outras desenvolvem depressão e distúrbios de ansiedade ou buscam as drogas. Cada criança pode reagir de uma maneira.
A verdade é que a criança sente-se sem apoio, muito sozinha e isolada em meio às brigas, com um grande vazio interior. Ela gostaria de fazer algo, mas é impotente. Se os pais não lhe dão atenção e carinho, subestimando suas necessidades, sentem-se também sem voz, perdidas e negligenciadas.
Cabe aos pais repensar urgentemente o ambiente que estão construindo para si e passando a seus filhos, buscar ajuda para mudar e rever seus valores.
Afinal, que exemplo está sendo deixado às crianças?
Fabiana Ilario

1 de maio de 2011

Telespectador mirim

Conheça os possíveis efeitos da TV no telespectador mirim

da Folha de S.Paulo

Aprendizado: até cerca dos sete anos, a criança aprende por imitação, seja reproduzindo o comportamento de alguém de seu convívio ou de personagens da televisão; modelos negativos podem inspirá-la.

Consumismo: são características da infância a curiosidade e a predisposição a influências, e a TV sabe tirar proveito disso. "Bombardeada" por propaganda, a criança é induzida facilmente ao consumismo. O excesso de cortes e edições sobrecarrega o cérebro, que não fixa detalhes da propaganda, mas o nome do produto.

Epilepsia: em casos raros, a exposição intensa às luzes cintilantes e intermitentes dos raios catódicos pode provocar epilepsia, como aconteceu, em 1997, com 700 crianças japonesas que assistiam ao desenho animado Pokémon.

Isolamento social: quanto maior o tempo na frente da telinha, maior o distanciamento do convívio social --a criança não interage com o programa, ao contrário do que ocorre com a internet. Aspectos comportamentais como timidez podem ser reforçados pelo excesso da TV. Crianças com problemas de relacionamento usam a televisão como refúgio do real.

Obesidade: a televisão em excesso ocupa o tempo da criança dedicado a atividades físicas. O sedentarismo, aliado à prática comum de consumir guloseimas em frente da TV, pode levar à obesidade.

Passividade: o telespectador mirim, com excesso de TV, pode tornar-se menos criativo na resolução de problemas, menos capaz de levar tarefas adiante e menos tolerante a situações não estruturadas, já que os estímulos das funções cognitivas são reduzidos.

Real X irreal: a criança pode transportar o que assiste na TV para a realidade, já que o discernimento entre ficção e realidade é quase inexistente nessa fase da vida.

Sexualidade precoce: exposta a cenas sensuais ou de sexo, a criança é estimulada precocemente à sexualidade, atropelando o desenvolvimento natural da descoberta sexual.

25/09/2003 - 08h23

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